sábado, abril 30, 2011

Pra terminar

Vocês já sabem: voltamos a Nova York exatamente dois meses após o regresso da primeira viagem.
Fomos pra participar da  conVnVenção  que reuniu mais de 40 pessoas sob a direção da Marcie, que preparou tudo com muita eficiência. 
Voamos Avianca e tivemos alguns probleminhas... O que nos pareceu começar muito bem, com um atendente gentil que nos colocou numa poltrona na super espaçosa saída de emergência, acabou mal, como já contei aqui.
Os voos tinham conexão em Bogotá. Aproveitamos as 10 horas que paramos lá na ida para revisitar a cidade e ver o que tinha ficado pra trás na viagem anterior, em 2001. 
Animadas pelos depoimentos dos leitores do blog Aquela Passagem, pegamos um táxi no aeroporto e fomos ao Monserrate. Gostamos. Pena que o tempo nublado impedia a visão da cidade ali do alto.
Dali pegamos outro táxi para o centro e já começamos a sentir que não era tão fácil assim conseguir táxi em Bogotá. 
Queríamos ir ao Museu Botero, mas o motorista não fazia a mínima ideia sobre onde ficava. Parecia mesmo nunca ter ouvido falar no museu... 
Ficamos na Plaza de Bolívar e pergunta daqui, pergunta dali, chegamos ao museu debaixo de chuva. 
Adoramos o museu. A entrada é gratuita, o acervo é muito bom e não tem só Botero. Tem Cézanne, Dalí, Monet, Delvaux, Renoir e outros. 
Mas o que eu adorei mesmo foi ver todas aquelas gordinhas e gordinhos que brotam dos pincéis e cinzéis do artista colombiano. 
Se pegar um táxi na saída do Monserrate já foi difícil, imaginem como foi pra conseguir outro no final da tarde, centro da cidade, com chuva. Eu cheguei a pensar que não conseguiríamos chegar a tempo no aeroporto. Mas acabou dando certo e ainda tivemos tempo de tomar um lanchinho antes do embarque. Sorte, porque depois a coisa foi punk: passamos a pão e água até a manhã seguinte, incluindo o longo tempo que ficamos na fila de imigração no JFK.
Pra fazer a "travessia" entre o JFK e o nosso hotel, usamos o mesmo ônibus+van do NYC Airporter, que já tínhamos usado na viagem anterior. Eles levam de ônibus até a estação central, e dali dividem as pessoas em vans que vão até os hotéis. Funciona bem.
Bentley Hotel não é tão bonito e interessante como aparece no site. A recepção tem um quê de cafona e os quartos deixam um pouco a desejar no quesito conservação e limpeza. Nosso quarto era espaçoso e com enormes janelas, mas os vidros estavam precisando de uma boa limpeza e as cortinas, de uma passagem pela lavanderia. O banheiro tinha aquela desagradável cortina de plástico no box. As amenities eram boas mas reguladíssimas. Só fizemos jus ao kit completo no primeiro dia. Nos outros, apenas shampoo, condicionador e sabonete. Internet paga e cara. Staff, de blasé a antipático. Roupa de cama e banho de boa qualidade. E apenas UM roupão para ser disputado entre as duas hóspedes. Pra completar, uma obra embaixo da nossa janela, cujos incômodos, por sorte, só sentimos no último dia, quando permanecemos por mais tempo no hotel arrumando as malas.
A localização do Bentley tem vantagens e desvantagens. Para uma época como aquela, com gente se acotovelando nas regiões mais centrais, era um bálsamo estarmos afastadas, num canto tranquilo da ilha. Para sair e chegar de metrô, sempre tínhamos que caminhar bastante. Mas quando descobrimos os ônibus, esse inconveniente se minimizou.
Estivemos com @s amig@s da conVnVenção no primeiro encontro oficial e em alguns encontros anteriores que reuniram parte do pessoal que já estava na cidade. Nossa volta a São Paulo aconteceu na noite do segundo encontro dos tripsl. Como não poderíamos participar do  Harbor Lights Cruise com o grupo,  fomos até o pier para as despedidas e acabamos fazendo parte de um acontecimento inesperado, que o Riq narrou aqui.
Para o traslado hotel/aeroporto, usamos os serviços da Airport Service, que congrega vários prestadores de serviço de limousine. Tudo funcionou perfeitamente. Por 60 dólares, já incluídos pedágio e gorjeta, um motorista nos pegou no hotel e nos deixou no Terminal 1 do JFK, a nosso pedido.
Foi só chegando lá que percebemos que nosso check-in seria no Terminal 4. Engano... ou desculpa para conhecermos o AirTrain? Vocês não contavam com a nossa astúcia!
As peripécias da volta, eu já contei aqui, mas quero acrescentar que, em pesquisa para esse post final, descobri que a Sala Vip da Avianca, que achamos bem caidinha, é considerada a melhor sala vip da América Latina e Caribe. Vejam só!
No início da viagem testei um aplicativo do Ipod para postar no blog. Deu certo. Os posts anteriores foram escritos através desse aplicativo, que é bem simples. Não dá pra colocar fotos nem links, mas é interessante porque dá pra ir blogando no calor da hora e contando como fomos parar no Harlem sem querer, os lugares por onde andamos etc.  Na volta, fiz uma revisão deles, acrescentando apenas os links.
Fotos, algumas, estão aqui, aqui e mais aqui. Mas há muitas outras...
***
Alguns trips, escreveram sobre a conVnVenção. Aí vai uma listinha dos que eu já tive notícia:

Do Oscar:
Da Claudia:
Da Marcie

domingo, abril 24, 2011

Pra Nova York de Avianca

Quando decidimos voltar a Nova York dois meses depois da primeira viagem, pra participar da conVnVenção, já era tarde para emitir passagens com milhas.
Procura daqui, procura dali, acabamos decidindo por um voo maluco da Avianca, via Bogotá.
A aventura incluia uma conexão de 10 horas na capital colombiana na ida e outra, de 9 horas, na volta.
Como o horário da ida era melhor, programamos uma saída do aeroporto pra visitar a cidade.
Em São Paulo, pedimos ao atendente do check-in para nos colocar na saída de emergência, onde é sempre mais espaçoso. Conseguimos!
Em Bogotá, passamos rapidinho pela imigração, deixamos as malas no bagageiro - viajamos só com bagagem de mão - pegamos um táxi e caímos no mundo.
Já sabíamos que a cidade estava caótica por conta de uma eterna obra, mas fomos assim mesmo.
Visitamos o Monserrate e o Museu Botero. Gostamos bastante! Enfrentamos uma chuvinha boa na hora de procurar um táxi para voltar, mas deu tudo certo.
No segundo voo - Bogotá/Nova York - já não tivemos tanta sorte com os lugares no avião. Viajamos apertadinhas numa poltrona comum.
O voo saiu com atraso por um problema técnico, o que ocasionou atraso na chegada e ainda mais congestionamento na passagem pela imigração americana. Mas essa história eu já contei...
Viajamos a noite toda apenas com um lanchinho mixuruca servido logo após a decolagem. Ao amanhecer, antes do pouso, nos serviram um copo de água!
Nove dias depois, chegou a hora de voltar.
O voo de volta saía às 0h55 do dia 23. Com exatas três horas de antecedência, lá estávamos nós na já longa fila do check-in, no terminal 4 do JFK.
Para atender aos poucos viajantes da classe executiva, dois guichês. Para os simples mortais da classe turística, apenas um! Resultado: uma hora e meia de fila. E bares fechados depois que nos livramos dela...
Comemos umas bolachinhas que tínhamos na bolsa e embarcamos.
Havíamos pedido as poltronas de emergência e a atendente tinha deixado subentendido que estava OK. Surpresa: as poltronas 11 E e K eram as anteriores à saída de emergência, daquelas que NÃO reclinam...
Bem, dá pra imaginar como chegamos a Bogotá na manhã seguinte, né? E a Avianca ainda nos brindou com outro copo de água como café da manhã!
Saímos direto do avião para as salas de embarque, sem direito sequer a uma escada rolante pra chegar lá em cima.
Como de praxe no El Dorado, as salas de embarque só abrem na hora do voo. Passageiros em trânsito devem se acomodar nas poucas poltronas do corredor.
Conversa vai conversa vem, descobri que portadores do cartão Diners poderiam usar a sala vip da Avianca, mas o acompanhante tinha que pagar 36.000 pesos colombianos, algo como 20 dólares. Nunca vimos isso, mas mesmo assim topamos! Afinal, tínhamos muito tempo de espera pela frente.
A tal sala vip é bem caída. Poltronas velhas, lanchinhos sem graça à vontade e banheiros em reforma, portanto fora de uso. Mas tem wi-fi sem limite de uso.
Foi ali que vivemos as quase 9 horas de espera até o embarque no voo para São Paulo.
Na hora do embarque mais um barraco: depois que todos os passageiros já estávamos na sala, fomos "convidados" a sair e formar uma fila no corredor para sermos readmitidos na sala um a um. Caprichos colombianos!
Já no avião, mais um quiprocó: as enormes - as maiores que já vimos em toda a nossa carreira de viajantes - e inúmeras malas "de mão" permitidas aos passageiros não cabiam nos bagageiros de bordo, como já tinha acontecido no voo JFK/Bogotá, em menor escala. Dessa vez, demorou pra resolver a questão.
E assim, saímos com atraso, sentadas na penúltima poltrona do avião, a 22, que, em um delírio, chegamos a acreditar que poderiam ser as da saída de emergência. Mas pelo menos elas reclinam...
Quer viajar com a Avianca? Fica, vai ter água!

sábado, abril 23, 2011

Com vista para o Central Park

No nosso último dia em Nova York, fizemos uma bela descoberta.
O Restaurante Robert, no 9º andar do Museum of Artes and Design, o madmuseum.
A descoberta foi totalmente casual. Queríamos tomar um drinkezinho olhando pro Central Park. 
Andamos, andamos... De repente, Ana olha pra cima e vê umas mesinhas lá no alto de um prédio no Columbus Circle.
Fomos conferir. Tomamos o drink e almoçamos.
Não é preciso visitar o museu, nem mesmo pagar o ingresso. Basta entrar, pegar o elevador e subir ao 9º andar. Assim que as portas se abrem, você já está no Robert, de cara com o Central Park.
Ambiente é moderno e tranquilo. Serviço razoável. Comida boa e pagável: menos de 30 dólares por um menu com entrada, prato principal e sobremesa. Olha aí o steak com fritas que a Ana comeu:

E quem, como nós, não conseguir chegar a tempo de pegar uma mesa próxima dos janelões sobre o parque, poderá se conformar com a visão de alguma partezinha dele proporcionada pelo jogo de espelhos que há no salão.
Se você for lá, não deixe de observar a iluminação pra lá de moderna. Preste atenção na faiança. E não pule o banheiro. Vá, mesmo senão estiver precisando, só por um dever turístico-investigativo. Escolha o do fundo!
Na saída passe na lojinha, no térreo. Nem precisa comprar nada. Há coisas lindas, mas meio carinhas. Na dúvida, faça como a Ana, compre uma camiseta. E saia feliz pra dar uma voltinha no Central Park.

quinta-feira, abril 21, 2011

De ônibus pra lá e pra cá

Depois daquele pequeno incidente com o metrô, decidimos experimentar os ônibus novaiorquinos. Ficamos fãs!
Tem ônibus pra todo canto.
Dá pra ir vendo - e entendendo - a cidade, sem ter que subir e descer as intermináveis escadarias do metrô.
E o melhor é que sempre há um mais próximo do nosso hotel, que fica num cantinho da ilha.
O site da MTA, a companhia de transportes, tem um eficiente serviço que traça o caminho para o usuário, indicando qual o ônibus que vai ao destino desejado, onde pegá-lo, onde descer. Tudo bem fácil e prático.
E assim, enfrentando um trânsito caótico, cruzamos a cidade de norte a sul e de leste a oeste.
De bumba fomos ao 7o. andar da Macy's pra comprar umas roupinhas do tamanho dos nossos corpinhos, passear no Bryant Park, almoçar com as amiguinhas (e um amiguinho) no Pepolino e ao pier 83 pra fazer o Harbor Lights Cruise.
Da Macy's saímos vestidas. Do Bryant Park, surpresas com a visão da estátua do nosso José Bonifácio de Andrada e Silva.  Do Pepolino, satisfeitíssimas. E do cruzeiro pelo Hudson, encantadas pelas luzes do pôr do sol sobre a cidade.
Hoje tem mais!
Ônibus da Big Apple, aí vamos nós!

terça-feira, abril 19, 2011

Desventuras no metrô

Certamente o metrô paulistano nos acostuma mal, apesar das suas deficiências. A malha é pequena para o tamanho da cidade e o número de trens insuficiente para a imensa população. Mas as estaçōes são limpas e modernas, com escadas rolantes e até elevadores. E o melhor: os trens param em TODAS as estações!
Quem conhece o metrô de Nova York, ao ler minha última afirmação já deu uma risadinha e imaginou o que aconteceu...
Pois é!
Até ontem, nossas experiências com o metrô novaiorquino poderiam ser consideradas satisfatórias e, porque não dizer, vitoriosas!
Apesar das estações sujas e desconfortáveis, com longas e lúgubres travessias internas e pouquíssimas escadas rolantes, nós já estávamos cantando vitória e nos sentindo superiores aos que comentavam suas desavenças com o tal transporte subterrâneo.
Ontem, porém, tivemos nossa primeira experiência memorável no metrô de Nova York.
Conto como foi:
Nosso destino era a rua 73 do lado oeste da cidade. Consultamos o já manuseado mapa do metrô e identificamos a estação mais próxima de onde estávamos: era a da rua 53 com a 5a. avenida. Fácil! Caminhamos até lá abrindo caminho entre a multidão que passeava pela região.
Primeira surpresa: as entradas da esquina estavam fechadas para reforma e até descobrirmos a entrada escondida por transeuntes e camelôs no outro lado da rua 53, demorou um pouquinho.
Já na estação, percebemos que ali os trens iam para o sul. Nosso destino era ao norte. Havia, então, que tomar um trem até a 7a. avenida e enfrentar as escadas e caminhos da baldeação... Não desistimos!
Por fim, chegamos à plataforma que nos permitiria embarcar no trem rumo à estação da rua 72, a um pulinho do nosso destino. Lembram? Íamos à rua 73.
Embarcamos. Consultamos o mapinha: seriam apenas duas estações!
Quando o trem deixava a primeira estação, ouvimos um aviso mas não conseguimos entender do que se tratava...
Bem, aquele era um trem expresso. Não parou em nenhuma estação até a rua 125.
Sobe daqui, desce dali, conseguimos chegar à plaraforma contrária e pegar o trem de volta que, por sorte, NÃO era expresso e nos deixou, finalmente, na rua 72, a poucas quadras do nosso destino.
Quer passear de metrô por Nova York? Vem, é fácil!

segunda-feira, abril 18, 2011

Nova York: nuvens, chuva e sol

A sexta-feira estava nublada quando o shuttle nos deixou a uma quadra do Bentley Hotel.
Como ainda não era hora do check-in, tivemos que zanzar pela cidade... Ai que saudades do Salisbury que, há dois meses nos recebeu antes das 11h, sem nenhum problema.
Almoçamos no Brio, que tínhamos conhecido e aprovado na vagem anterior- dica da Marcie - fizemos umas comprinhas e a hora oficial da entrada no hotel chegou.
O quarto no Bentley é amplo, tem janelas enormes, está no 3o. andar de frente para a ruidosa York Av. Nossa ilusão de ter uma janela para o rio se foi... Mas vemos boa parte da Queensboro Bridge e, de quando em quando, o tramway aéreo que faz a travessia para a Roosevelt Island.
Terminamos o dia no Le Parker Meridien: vinho no bar e hamburguer na agitadíssima espelunca chic - o Joint Burger.
O sábado amanheceu nublado, mas mantivemos o plano de ir ao Brooklyn e voltar pela ponte. Antes, uma passadinha no centro de visitantes da ONU.
Do Brooklyn, voltamos com chuva.
Almoçamos no Katz's. Jantamos no Saigon Grill, com Janet e Persheng, amigas americanas.
Chuva e vento cada vez mais fortes na noite do sábado.
Mas, ao contrário do que se poderia esperar, o domingo amanheceu ensolarado.
Pela manhã, teve missa/show gospel na Times Square Church e visita ao The Cloisters. A esse último fomos com Janet, de carro, beirando o rio Hudson. Belas paisagens!
Almoço de domingo parece ser uma coisa impossível na NY pré-feriadão. Ou será que é sempre? Tudo superlotado. Longas filas!
Acabamos comendo mal num tal de Ben Ash, na 7a. Av. , que não recomendo nem aos inimigos.
Próxima parada, Metropolitan Museum of Art pra ver Cézanne.
E terminamos o domingo apresentando à Janet o nosso conhecido restaurante Brio, afinal a gente merecia comer bem, né?

sexta-feira, abril 15, 2011

Na fila da imigração

(Já que deu certo a postagem pelo Ipod, seguimos.)
Para celebrar a marca de uma hora - isso mesmo, 60 minutos! - que estamos na fila da imigração no aeroporto JFK, começo a escrever esse post...
Aqui estamos, em pé, arrastando nossa bagagem, todo esse tempo, depois de mais de 24 horas "no ar".
Ao nosso redor, famílias com crianças fazem das tripas coração para conter o tédio e a inquietação das pequenas criaturas.
A fila anda aos pouquinhos. Até esse momento, 75 minutos depois do desembarque, já vencemos a metade do espaço que nos separava dos guichês de atendimento, nem todos em funcionamento, é bom que se saiba! Temos, portanto, a perspectiva de mais um período semelhante de espera.
Agora não são apenas as crianças que se mostram cansadas e impertinentes, há uma grande quantidade de adultos - uns jovens, outros nem tanto - sentados no chão, à espera do aval para entrar na grande maçã. Pode?
Por sorte jantamos bem ontem antes de sair de Bogotá. O "jantar" servido no avião foi frugalíssimo e o café da manhã teve apenas um item: água.
***
Exatamente duas horas e meia depois, fomos liberadas às custas de uma divisão na fila que prejudicou alguns e beneficiou outros. 1 a 0 pra nós!
***
Aos que se dirigem a essa cidade nos próximos dias, desejamos sorte. Tragam imensa provisão de paciência, distração e víveres, já que, com o advento da semana santa, as coisas só tendem a piorar.
Oremos!

quinta-feira, abril 14, 2011

Novas experiências

Tudo tem uma primeira vez, não é verdade?
Pois essa é a minha estreia em postar através do Ipod.
Escrevo no aviäo e pretendo publicar o post logo após o pouso, assim que tiver acesso à internet.
Se você estiver lendo esse post, é sinal que a coisa funciona...
Vamos então aos fatos:
Era ainda noite quando saímos de casa, às 4h45 desse 14 de abril.
Carro num daqueles estacionamentos que orbitam em torno do aeroporto, seguimos de van para o terminal.
5h30 já estávamos na fila do check-in para o voo 086 da Avianca, com destino a Bogotá. E essa seria apenas a etapa inicial da nossa viagem rumo a Nova York...
Cartões de embarque na mão, nenhuma bagagem despachada (!), esteira de inspeção de bagagem - com direito a tirar sapatos - e Polícia Federal. Tudo resolvido.
Hora de tomar um café da manhã reforçado na sala vip do Smiles, aberta também aos portadores do cartäo Diners.
Na hora indicada para o embarque, lá estávamos nós, atentas, no portão 13.
Embarcadas, aqui estamos, comodamente instaladas em poltronas da saída de emergência. Temos mais espaço do que precisamos para esticar as pernas. Isso sem nenhuma taxa extra. Bastou pedir no check-in e jurar que falávamos espanhol fluentemente. E o "benefício" é extensivo ao outro trecho da viagem, que ocorrerá no final da noite, rumo ao destino final.
A bordo, mais um café da manhã e TV individual, onde cada passageiro pode escolher seu passatempo. Nós já vimos um filme triste com Morgan Freeman e Jack Nicholson.
Bom, né? Fala sério!

sábado, abril 09, 2011

CEDAP de casa nova

Pois é, por trás dos nossos perfis nas redes sociais e dos nossos posts nos blogs, todos temos uma vida profissional "secreta"...
Olha aí a Ana do Psiulândia, a @anamdo do Twitter, a Ana M D Oliveira do Facebook. 
Você diria que ela trabalha na construção civil, não é?
Ledo engano, ela não é mestre de obras! 
Mas nos últimos três nos e meio ela trabalhou como se fosse...
Seguinte, ela é a Profª. Drª. Ana Maria Domingues de Oliveira, Supervisora do CEDAP - Centro de Documentação e Apoio à Pesquisa - no câmpus da UNESP em Assis/SP. 
Quando assumiu o cargo, em novembro de 2007, um incêndio havia destruído parte da acanhada sede do CEDAP. Era hora, então, de lutar pelo sonho antigo: a construção de uma nova sede.
Foi assim que começou uma sequência de providências: conseguir aprovação da verba para a construção do novo prédio, estudar e conhecer in loco outros centros de documentação para estabelecer um projeto ideal - dentro das possibilidades, estabelecer junto aos técnicos o projeto final, participar de concorrências para definir a construtora que realizaria o projeto, acompanhar a construção com todas as mazelas que isso traz, escolher cores para a pintura, carpete, mobiliário, administrar instalação dos equipamentos específicos - sempre atendendo a especificações que pareciam escritas em grego, e por aí vai. Dá pra imaginar a loucura, né?
Tudo pronto - ou quase - havia que preparar a cerimônia de inauguração da nova sede.
Entre discursos, descerramento de placa, desatamento de fita, palestras, homenagens e coquetel, a festa aconteceu durante todo o dia 07 de abril de 2011.
O ponto alto da festa foi, sem dúvida, a instalação da cápusla do tempo, uma caixa de inox cuidadosamente preparada, contendo mensagens e documentos, para ser aberta daqui a 50 anos.
Quem estará aqui pra ver?
***
Fotos da festa, aqui!
CEDAP - UNESP/Assis
***
PS. Voltei pra contar que, no dia seguinte, os jornais da terra - Diário de Assis, Jornal de Assis e Voz da Terra - trouxeram matéria sobre os festejos, com direito a fotos. 
O rompimento da fita foi capa do Voz da Terra. 
Pena que nenhum deles disponibilize o conteúdo on line.

sábado, abril 02, 2011

Gente fina é outra coisa...

O All Seasons fica aqui pertinho de casa, no Paulista Plaza Hotel. 
Eu nunca tinha ido lá. E acho que jamais iria se o restaurante não estivesse participando do SPRW.
Por quê? Sei lá... porque pra mim é estranho pensar em ir a um restaurante de hotel na minha própria cidade ou mesmo por não saber mais sobre o lugar.
Mas a verdade é que fomos jantar lá na quinta-feira e adoramos.
Não fizemos reserva. 
Chegamos e nos encantamos com o ambiente bonito, no saguão do hotel, pé direito altíssimo, piano ao vivo...
O maitre nos recebeu com simpatia e pediu que esperássemos um minutinho no bar até que ele preparasse uma mesa para nós. 
Nos lembramos imediatamente da hostess do Le Poème... Se ela tivesse agido de forma semelhante,  nem teríamos notado aqueles 15 minutos de espera.
Mas na verdade, ali no All Seasons, a espera foi mesmo de uns dois minutinhos. 
Rapidinho fomos conduzidas à mesa e atendidas com solicitude pelos garçons.
Escolhemos bebidas e pratos. 
Tudo impecável , delicioso e bonito.
Confiram os cliques da Ana:
  • A deliciosa entradinha, única escolha idêntica que fizemos:

  Vichyssoise em taça, sablé provençal
  • O prato principal escolhido pela Ana:

Ravióli confit de alho-porró e presunto “forestière”
  • Minha escolha de prato principal, adorei!
Musseline de linguado e champignons, truta grelhada
ao molho de canela
  • Sobremesa caprichada degustada rapidinho pela Ana:
Mil folhas de manga e chocolate branco
  • E a minha sobremesa, composta de uma tortinha de chocolate e café mais uma bola de sorvete de menta. Hum!
Café delícia
E depois de um cafezinho, voltamos pra casa felizes.
Ah, ia me esquecendo, a contribuição de R$ 1,00 para o Ação Criança, que é uma das marcas do evento, não vem incluída na conta como nos outros restaurantes que visitamos. Há uma espécie de cofrinho na entrada do restaurante onde os clientes colocam a doação. Achei significativo!